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Alcobaça

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Alcobaça
 

A cidade de Alcobaça é visitada anualmente por milhares de turistas oriundos principalmente dos Estados vizinhos de Minas Gerais e Espírito Santo, mas também de Goiás e Distrito Federal.

O turismo de veraneio em Alcobaça tem como base as belas praias da região e a proximidade da cidade com o Parque Nacional Marinho de Abrolhos.

O ponto central da cidade, a Praça da Caixa D'Água e seus arredores, é o mais visitado pelos turistas.

Patrimônio Cultural
Mouros aportando do Rio Itanhém, em uma Cavalhada na Festa de São Bernardo, na cidade de Alcobaça.

A cidade de Alcobaça possui belos casarões do século XIX cuja proteção foi recomendada por técnicos do Instituto do Patrimônio Cultural do estado da Bahia (IPAC-BA).

Além dos casarões, o patrimônio cultural de Alcobaça concentra-se também nas manifestações folclóricas. Entre as datas de festas folclóricas alcobacenses, destacam-se:

19-20 de janeiro: luta dos mouros e cristãos (conhecida, em outros lugares da Bahia e do Brasil, como cavalhada, chegança de mouros, marujada etc.)

20 de janeiro: festa de São Sebastião (auge da festa dos mouros e cristãos)

Pentecostes (maio ou junho): festa do Divino (desfile e procissão pelas ruas da cidade)

29 de junho: festa de São Pedro (desfile e procissão de barcos no rio Itanhém)

época natalina: folguedo de reis, pastorinhas, terno de boi (bumba meu boi) etc.

Em Alcobaça, as principais manifestações folclóricas estão relacionadas com festas religiosas. A maior festa religiosa de Alcobaça é a festa de São Bernardo, que ocorre todos os anos do dia 11 de agosto a 21 de agosto, com auge no dia 20 de agosto, dia de São Bernardo.

A Festa de São Pedro

Para uma cidade como Alcobaça, cuja economia se ampara em grande parte na atividade pesqueira, o dia de São Pedro (29 de junho), que é o padroeiro dos pescadores, tem muita importância no município. O dia de São Pedro faz parte das festas juninas, mas em Alcobaça ele tem peso maior que o de São João para a população local. É o dia em que os pescadores alcobacenses agradecem a São Pedro pela proteção durante as viagens para alto-mar e pela fartura de peixes nos mares de Alcobaça.

Além da festa religiosa em si, com missa especial e procissão, os alcobacenses fazem também uma procissão de barcos entre o cais do porto e a barra do rio Itanhém, ao lado da cidade.

Brincadeira das Pastoras

A brincadeira das pastoras (ou brincadeira das pastorinhas) é uma tradição antiga de Alcobaça. Ela faz parte do ciclo de folguedos natalinos que ocorrem em praticamente todo o país entre os meses de dezembro e janeiro. Também é conhecida com nome de "lapinha".

Na forma mais tradicional desse folguedo, moças se vestem de pastoras - chapéus de palha, roupas de branco, segurando arcos, cestas de flores e castanholas - e bailam diante de um presépio. A dança não se restringe a lugares fechados, mas em forma de "desfile" pelas ruas da cidade, onde as pastorinhas cantam marchas em louvor ao menino Jesus e envolvendo o resto da população na brincadeira.

Festa de São Sebastião em Alcobaça
Início da cavalhada em Alcobaça, quando embaixadores de ambas as religiões trocam discursos.

A tradicional luta entre mouros e cristãos da festa de São Sebastião é uma manifestação folclórica que acontece em Alcobaça nos dias 19 e 20 de janeiro, culminando no dia 20. A manifestação acompanha a festa religiosa de São Sebastião, no dia 20 de janeiro.

Essa manifestação folclórica foi introduzida no Brasil pelos portugueses na época da Colônia. A luta reflete as guerras na Idade Média entre os cristãos e os mouros. Os mouros eram povos árabes que habitavam o Norte da África (principalmente o Marrocos), de onde partiu para dominar a Espanha e Portugal durante muitos séculos. Após a Idade Média, o termo "mouro" em português ficou como sinônimo de muçulmano, isto é, seguidor de Maomé e do islamismo. Os muçulmanos trouxeram grandes avanços culturais e científicos na Península Ibérica (Portugal e Espanha). Nas artes, por exemplo, essa representação foi comum durante séculos. É por causa dessas circunstâncias históricas que a luta entre os mouros e cristãos que se vê em Alcobaça é encenada como a luta entre o Bem e o Mal.

A luta entre mouros e cristãos pode ser encontrada também em várias cidades da Bahia e do Brasil. Mas seu nome varia muito a depender da localidade. Alguns dos nomes mais conhecidos são marujada, cavalhada e expulsão de mouros. O povo de Alcobaça se refere a essa manifestação como "luta de mouros e cristãos".

Arquitetura e patrimônio histórico

A história de Alcobaça está refletida também nas ruas do centro (todos os pavimentos de ruas na cidade são em blocos de concreto em formato de hexágono), onde estão localizados os casarões e sobrados antigos, e nas fazendas centenárias. Alguns sobrados da cidade remontam ao século XIX, sendo que muitos já foram edifícios públicos, senzalas ou prisões.

No final dos anos 1970, o Instituto do Patrimônio Cultural da Bahia (IPAC-BA) começou a realizar um estudo arquitetônico em todo a região municipal para inventariar o patrimônio cultural que merecesse ser protegido.

Igreja Matriz de São Bernardo
Igreja Matriz (vista frontal) na praça Padre José Porphirio.

Um dos cartões postais de Alcobaça, a Igreja Matriz de São Bernardo está situada na cabeceira da Praça Padre José Porphirio, em cujo centro foi colocada há cerca de 30 anos uma estátua de Cristo. A igreja domina a paisagem da cidade, devido a suas grandes proporções. Do alto de suas torres tem-se ampla visão da cidade.

A Igreja Matriz de São Bernardo originalmente era situada próxima ao rio Itanhém e permaneceu bastante modesta durante todo o seu primeiro século de existência. Nos anos 1860, o padre José Porphirio da Silva, que foi vigário de Alcobaça a partir de 29 de outubro de 1868, empreendeu esforços para a construção de uma nova igreja matriz, cujo prédio é a existente hoje. Infelizmente, o padre faleceu em 21 de janeiro de 1873, com a idade jovem de 32 anos, sendo que a construção da igreja somente foi concluída depois de 1887 (quinze anos depois de sua morte).

Houve várias reformas na igreja. Uma delas ocorreu no ano de 1931. Em 1958, o telhado cerâmico original foi substituído por amianto e o púlpito foi eliminado. Na década de 1970 houve reformas substanciais, entre elas a substituição da estrutura do altar-mor, originalmente de madeira, por alvenaria. Nos anos 1990 ocorreram reformas menores, principalmente na fachada.

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